Produtos que viraram sinônimo de marcas

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

Os estudos de publicidade e propaganda envolvem diversos aspectos que muitas vezes fogem até do nosso conhecimento mas uma coisa que é essencial é o bom trabalho na área de Branding. Mas o que é isso? Essa palavra representa nada mais, nada menos do que a sua gestão da marca e como ela se apresenta ao público. Essa estratégia envolve o seu conceito, propósito e visão para poder ter um bom posicionamento no mercado.

Dito isso, é notório que algumas marcas trabalham melhor a sua reputação do que outras e dessa forma se destacam no seu segmento e até conquistam o patamar de virar sinônimo do produto em questão. Mas é possível isso? Sim, não só é como é mais comum do que imaginamos. Vamos aos top 5 exemplos:

  • Gilette: A lâmina de barbear teve seu nome herdado a partir de seu inventor King Camp Gilette em 1903 e até hoje o produto leva seu nome.
  • Cotonete: Fabricada inicialmente pela Johnson & Johnson, as hastes flexíveis fizeram tanto sucesso que hoje outras marcas usam desse nome para seus próprios produtos.
  • Havaianas: Os chinelos de borracha se destacaram no mercado e hoje a marca é líder em vendas no mercado.
  • Durex: As fitas adesivas conquistaram o público brasileiro quando lançadas na década de 40 e até hoje se aplica a produtos semelhantes e concorrentes.
  • Band-aid: Sendo o nome do produto original curativos adesivos, o sucesso dessa marca foi de tanta proporção que, em todo o mundo, ela virou sinônimo do produto.

Você conhece mais algum produto que tenha herdado o nome da marca?

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As cores tem significado?

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

Quando observando atentamente a comunicação das propagandas que nos rodeiam todos os dias, é possível notar que existe um padrão nas empresas. Por que os restaurantes fast-food geralmente usam a cor vermelha em sua propaganda? Ou a área da saúde traz seus anúncios comerciais com associações à cores claras como o azul? Bom, isso pode ser explicado através da Psicologia das Cores.

Segundo essa teoria, que teve início com a descoberta de Isaac Newton sobre as cores mas se desenvolveu mesmo com Johann Wolfgang Von Goethe, as cores podem representar muito mais do que apenas sua estética. Elas tem o poder no processo de construção de mensagens publicitárias e tem individualmente diferentes significados. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos e o que elas representam:

  • Vermelho: Paixão, Sensualidade, Perigo, Estímulo a fome
  • Amarelo: Sol, Alegria, Criatividade
  • Verde: Esperança
  • Azul: Bondade, Serenidade, Paciência
  • Branco: Pureza, Fé, Paz
  • Preto: Morte, Luto

Enquanto não existe ainda um estudo científico que comprove por completo a relação de causa e efeito entre cores e nossas ações, é possível dizer que essas situações estão mais presentes cultural e socialmente do que imaginamos.

Uma prática conhecida aqui no Brasil, principalmente entre as mulheres, vai muito além do que uma simples propaganda. Imagine a situação: véspera de ano novo. Você tem vários sonhos e desejos para o ano que está por vir. Que cor de roupa uso? E a cor da minha roupa íntima? Você já se viu nessa situação? Eu, já. Nesse caso, confiamos às cores o poder de atrair certos sentimentos.

Será que é por isso que temos um comportamento diferente em relação a certas cores? Seria o racismo resultado de toda essa pesquisa e estrutura cultural?  Para isso, não tenho as respostas. Mas fica aqui essa curiosidade para você!

Jeans: Da revolução à moda

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

Se tivéssemos que escolher uma peça para ser chave no seu guarda-roupa, existe a chance de que ela fosse a calça jeans. Ela, que nunca sai de moda e vem nos mais diversos estilos tem uma passado de longa data e marcou movimentos históricos.

Mesmo tendo sido fabricado pela primeira vez em Nimes na França, o uso do Jeans se deu como popular em meio ao movimento hippie na Califórnia, nos Estados Unidos na década de 50. Essa peça, na época, era comum como forma de “uniforme” para mineiros e trabalhadores de campo e veio como forma de protesto ao vestuário conservador de gerações passadas como as de seus pais e avós.

Além disso, suas lutas questionavam o sistema capitalista e a sociedade industrial, buscando encerrar a sociedade de consumo de uma só vez. Mas por um outro lado, o uso do Jeans em excesso resultou na produção em massa que só aconteceu em 1972 em Maryland, New England. Essa fabricação ficou por conta do alfaiate Levi-Strauss que, futuramente lançaria a marca Levi’s, conhecida até os dias de hoje.

Um fato interessante em relação a peça em si é que por mais que não a conheçamos assim popularmente, seu nome original é denim, em homenagem à sua primeira produção em Nimes, como falamos acima. Atualmente existem produtos que levam essa nomeclatura como adição ao termo Jeans mas vale ressaltar que esse título se dá ao nome da peça pronta como um todo ao invés do material, coloração e textura como podemos confundir.

Por que muitas vezes não lembramos dos nossos sonhos?

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

Sabe aquele momento em que acordamos de um sonho e tudo o que queremos é lembrar dele? Muitas vezes não conseguimos e são vários os estudos científicos conduzidos para dar uma explicação à esse fenômeno. Dentre elas está a conclusão de Adolph Strümpell – neurologista estudado por ninguém menos que Sigmund Freud.

Segundo ele, a razão pela qual esquecemos daquilo que está na nossa mente enquanto dormimos é que nosso cérebro não é estruturado para lembrar de eventos que apenas acontecem uma vez. Estejamos nós acordados ou não. Você, por exemplo, lembra o que pensava enquanto tomava café da manhã? Stümpell também traz como uma das explicações o fato de que nem sempre o sonho tem consistência, uma narrativa. Com isso, os fatos podem ficar dispersos nos levando a esquecimento. O que nos leva também ao seu pensamento de que o nível de intensidade também afeta o quão memorável ele é.

De acordo com a revista americana Science, nosso processo de sono se constitui de quatro etapas sendo as duas primeiras mais leves, a terceira é caracterizada por ser mais profunda e é somente na quarta que nossos sonhos tomam lugar. Nesta mesma fase, acontece a liberação do que é chamado de Hormônio Concentrador de Melanina, o MCH, hormônio responsável pela regulação do sono e apetite, e com ele, são liberadas mensagens que inibem a atividade o hipocampo, área do nosso cérebro que estimula a memória e o aprendizado.

Quem sabe algum dia teremos uma resposta conclusiva sobre essa temática… não seria nada mal lembrar dos nossos sonhos não é mesmo? Ou será que seria?

PS: É importante lembrar que todas essas curiosidades são baseadas em estudos, análises que foram ou estão sendo conduzidas. Não trabalho na área médica ou neurológica mas trago aqui apenas informações pesquisadas por mim sobre o assunto.

Já vi de tudo mas nada vi: a Netlfix e seu vasto catálogo

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

Com seu sucesso ao longo dos anos, é possível dizer que a plataforma Netflix é top of mind quando falando de streaming na cabeça de seus consumidores. Estando entre nós desde 1997, milhares de filmes, documentários e séries já passaram por seu catálogo, dentre eles conteúdos originais e comprados. E se você acha que já viu de tudo por lá, você está enganado. Atualmente, o número de materiais audiovisuais disponíveis se aproxima de 4000.

Mas… em questão de números – quanto tempo demoraria para assistir tudo isso? Segundo dados coletados pela revista online Metrópoles, somente em filmes “seriam necessários 222 mil minutos.” Ou seja, o equivalente a um total de aproximadamente 127 dias. Sem contar com o fato de que, periodicamente, todo esse conteúdo vem se renovando.

Com isso, é normal que muitos materiais se percam nos inúmeros catálogos disponíveis para o usuário, como o “Example Show” – conteúdo teste para a valiar o funcionamento técnico da plataforma. E agora? Ainda se sente como se já tivesse visto de tudo?

E mesmo assim, com toda essa variedade disponível, existe ainda um desejo, uma forte atração para o reconsumo de um filme, uma série, um documentário. Fale por você, por exempo – você prefere reassistir aquela sua série favorita ou começar uma nova? E aquele filme que as falas já estão na sua cabeça? Reassistir ou buscar algo diferente? Segundo um estudo conduzido pela Universidade de Chicago, essa reconquista pelos mesmos conteúdos se dão porque a cada vez que temos acesso a ela, nosso cérebro cria uma relação mais profunda de compreensão e identificação com o que está sendo apresentado.

A previsão é que, em alguns anos, a Netflix chegue a bater grandes canais de audiência televisiva. O consumo individualizado e personalizado proporcionado por esse sistema auxilia o usuário na sua busca pelo seu próprio prazer e lazer, não sendo necessário zapear por canais até achar algo de seu interesse. O que acaba corroborando sobre os ambientes sociais mais interativos e inteligente serem o futuro da comunicação.

A Febre do TikTok: Top 3 curiosidades sobre o app que (re) conquistou o mundo

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

A quarentena proporcionou o sucesso de vários apps no meio digital, e o TikTok é um deles. Mesmo ganhando o coração do público e das redes sociais em tão pouco tempo, muitos não devem saber de algumas curiosidades sobre o aplicativo. Com isso, separei aqui um Top 3 de informações sobre o queridinho da internet.

  • TikTok x Musica.ly

Lançado em 2014, o Musica.ly era sucesso entre os jovens do mundo todo. E só no Brasil ele chegou, em 2017, a um total de aproximadamente 7.5 milhões de usuários. Mesmo assim, o que muitos não sabem é que ao desativar seu funcionamento, em 2018, ele se transformou no que hoje conhecemos como TikTok – a mesma pegada mas com novos recursos e possibilidades como dublagens, efeitos visuais e até duetos.

  • Sucesso por completo

É quase impossível você passar um dia nas suas redes sociais, seja ela qual for, sem ver algum vídeo produzido no TikTok. Sendo hoje um dos aplicativos mais baixados no mundo na AppStore e na PlayStore, a plataforma conta, atualmente, com um número de usuários ativos, por mês, de aproximadamente 800 milhões. Esse número cresceu durante a quarentena mas vale falar que ele vem sendo sucesso de downloads desde seu lançamento em 2018. Mas… e agora? Será que esse crescimento vai se manter ou foi apenas um boom que vai passar com o tempo?

  • Origem Chinesa

O mundo digital está cercado de inovação e boas ideias e com sua evolução em geral, os apps evoluem juntos. A transição de Musica.ly para TikTok, como vista acima não foi a toa – o aplicativo foi comprado por uma empresa chinesa há aproximadamente três anos. Por conta disso, a Bytedance Technology se tornou, em 2019 a startup mais valiosa do mundo com seu ramo de Inteligência Artificial com um valor de mercado de 75 bilhões de dólares.

Sobreviver online não é fácil para nenhuma plataforma. De de tempos em tempos, a concorrência vai vir, confrontar e até balancear seu projeto mas tudo isso acaba influenciando na evolução. A competição saudável estimula a inovação e a novidade. Sempre vai haver espaço para criatividade no mundo digital.

Quem desenhou Mickey Mouse?

VOCÊ SABIA, BIA?

por: Beatriz Duncan

A Walt Disney Company ocupa hoje o lugar de maior empresa de entretenimento no mundo. Seja com seus parques temáticos, filmes ou produtos, ela fez parte da infância de muitos com seus personagens icônicos e músicas cativantes. Ela representa toda uma era, uma geração. Walter Elias Disney, ou melhor, Walt Disney foi responsável por sonhar, idealizar e desenvolver todo esse conceito voltado para a magia, para a animação. E por conta disso, muitos associam seu nome diretamente a seu personagem inicial: Mickey Mouse. Mas por mais que todo esse império visto hoje tenha sido obra de Disney, o rato mais conhecido no mundo na verdade foi desenvolvido por seu amigo e parceiro, Ub Iwerks.

Trabalhando juntos desde que se conheceram em Kansas City. Missouri, nos Estados Unidos, a dupla tinha tudo para ser imbatível nessa jornada cinematográfica. Aos 19 anos, fundaram a Iwerks-Disney Studio Commercial Artists, o que seria seu primeiro estúdio de animação, mas o projeto não durou mais de um mês.

Anos depois, em 1921, Walt foi convidado a trabalhar para a empresa Laugh-O-Grams, também em Kansas City, e junto a ele, veio Ub contratado para ser o Chefe de Animação. Desse estúdio, não muito foi conquistado mas de lá, nasceu a inspiração para Mickey Mouse que, segundo Disney, veio a partir de um rato que habitava nas salas do estúdio. Mas é ai que a história começa a se perder.

A falência da Laugh-O-Grams obrigou os animadores a largarem tudo e seguirem rumo a Hollywood, em Los Angeles – California, em 1923, onde foi desenvolvido o Disney Brothers Cartoon Studio, por Walter e Roy Disney. Mesmo contratado pelos irmãos, parece que o nome de Ub Iwerks não se estabeleceu tanto no mercado como o de seu parceiro. Nesse novo estúdio, Iwerks desenhou e animou Mickey, quase que por conta própria, em curtas como “Plane Crazy”, “Steamboat Willie” e “Silly Symphonies”.

Os primeiros esboços realmente foram de Walt Disney mas todo seu desenvolvimento e animação foram na verdade de Iwerks. Ub Iwerks. Uma parceria que deu início a todo um império. E com isso, o nascimento do tão adorado rato veio em 18 de Novembro de 1928, data ainda comemorada até os dias de hoje.

Você Sabia, Bia?

por: Beatriz Duncan

Os anos passam, as crianças crescem e o mundo parece ser uma nova descoberta por completo. Mas isso não quer dizer que quando crescemos paramos de aprender. Pelo contrário. As coisas parecem fazer mais sentido, as informações ganham um contexto e por aí vamos. Seguindo sempre em frente, nos descobrindo pouco a pouco.

O “Você Sabia, Bia?”  veio com uma proposta de infotenimento. Um quadro de curiosidades sobre coisas tão presentes no nosso dia a dia que as vezes esquecemos até mesmo de nos perguntar o que significa ou de onde veio.

Vai ser uma mistura de entretenimento, comportamento e comunicação.

Fica ligado no meu Instagram @biaduncan para os novos vídeos que serão lançados toda quarta-feira, no IGTV e aqui no blog você poderá ler um pouco mais sobre o que foi falado lá.

Você não vai querer perder!

Te espero!

Trabalhando na maior loja da Disney do mundo

INTERNATIONAL COLLEGE PROGRAM

por: Beatriz Duncan

Criar uma expectativa e vê-la ser quebrada pode e é provável que seja frustrante. Ao me imaginar no College Program, tudo o que eu sonhava, era trabalhar no Magic Kingdom e em suas atrações, nos seus brinquedos. Porém, logo de início tive essa quebra ao cair como Merchandiser, ou seja trabalhando em lojas, na World of Disney, no Disney Springs – um complexo fora dos parques que combina lojas, restaurantes e entretenimento.

De início, tudo o que eu queria fazer era tentar descobrir como conseguir os famosos shifts extra, o que nada mais é do que hora extra em diferentes locais de trabalho mas ainda exercendo sua função. Mas com o tempo, tentei controlar minha ansiedade e deixar as coisas se levarem. Aos poucos, fui conhecendo um pouco mais da equipe que trabalharia comigo e de cara me supreendi com um total de 100% de mulheres, e isso me deu um boost, um gás para continuar.

Aos poucos fui conhecendo a importância de estar ali, representando meu país naquele ambiente que reunia diversas pessoas de todo o mundo. Cada turno era um recomeço, como se estivesse vivendo tudo novo de novo e por conta da dimensão da loja, tudo era novidade. Todos os dias descobrimos algo novo – seja um produto, um cantinho ou até mesmo guests que faziam o seu dia com apenas o poder da conversa.

Conheci mulheres incríveis, poderosas e com garra. Via que realmente cada uma tinha conquistado e merecido seu lugar naquela loja. Vindas de diversos lugares do Brasil, viramos uma família. Nos ajudávamos quando tinhamos problemas, choramos, reclamamos, sorrimos e rimos. E como! Elas foram meu ponto forte nessa experiência.

O termo work family passou a fazer sentido ao trabalhar com elas. Mas o que esse texto quer passar? Bom, primeiramente, se jogue. Deixe o rumo dessa trajetória te guiar. Não feche sua mente porque as coisas não seguiram como planejado. Na verdade, quase nada na Disney consegue ser planejado. Se permita conhecer novas pessoas, novos horizontes. E dessa forma, realmente passei a ver sentido nas coisas que aconteciam comigo no trabalho.

Com o tempo, eu descobri que meu entrevistador em São Paulo era um dos proprietários dessa loja em que trabalhei. Tive a oportunidade de revê-lo algumas vezes nos meses que fiquei lá e ele sempre buscou nos fazer bem no ambiente em que estávamos.

Aqui, falei muito de como eu mesma me sentia em relação as brasileiras que comigo trabalhavam mas de todos que estavam lá, poucos não foram atenciosos e cuidadosos. Éramos realmente um time – “um por todos e todos por um”. Sempre. Essa era a minha World of Disney family, a minha Wod Squad. E tudo isso, graças a eu me deixar me permitir a sentir tudo isso.

Tudo acontece por uma razão. Não esqueça disso.

Relacionamentos no International College Program

INTERNATIONAL COLLEGE PROGRAM

por: Beatriz Duncan

Casais, amigos, parentes. O programa de intercâmbio da Disney já viu de tudo. Relacionamentos criados no trabalho que, para muitos, se extendem toda uma vida. Mas nem sempre é assim. Vou contar um pouco da minha experiência de troca com diferentes pessoas, e já adianto, nem tudo acontece como sonhamos.

Quando cheguei nos Estados Unidos, eu já tinha meu grupo de amizades do Rio de Janeiro e nas primeiras semanas era tudo mil maravilhas. Saíamos para parques, fomos juntos a treinamentos, resolver burocracias e às vezes simplesmente nos reuniamos para conversar.

Com o tempo, o trabalho foi se intensificando, a carga horária aumentando e as prioridades se diferenciando. Os horários de trabalho eram opostos, trocávamos o dia pela noite. Na época eu morava com quatro americanas que me acolheram com o maior carinho do mundo, fazendo de tudo para que eu me sentisse em casa. E com as divergências na rotina, passei a me afastar indiretamente do meu grupo e eles de mim. O que é normal. Tudo o que vivemos lá é muito individual, pessoal. Cada um trilha sua história.

E na minha, acabei escolhendo um caminho mais voltado ao trabalho. Me via acordando, indo a parques sozinha, fazendo programas por conta própria e quando chegava em casa, tudo que eu queria era minha cama. Não tinha disposição ou vontade para as festas, viagens e passeios. Eu não estava preparada para todo aquele ritmo acelerado.

No meio disso tudo, minhas roomies (como carinhosamente são chamadas as roomates – as pessoas que moram com a gente) se mudaram e com isso, eu tive que me mudar. Fui para um apartamento com quatro brasileiras e uma peruana. Eu comemorei, e muito. Dentre as meninas estava uma amiga próxima e inclusive dividimos quarto.

Mas como eu já estava vivendo uma fase e um ritmo um pouco mais sozinha, não consegui me conectar tanto com elas, o que hoje, me arrependo. Mas aprendi, cresci e amadureci com essa experiência.

Hoje, são poucas as pessoas que falo de lá. Vejo muitos com amizades que serão de longa data, com vínculos fortes. E infelizmente eu não tive isso. Admito que já refleti sobre como minha viagem seria se as minhas escolhas fossem diferentes mas percebi que ter esse comportamento não me levaria a lugar nenhum. E a mensagem que eu quero passar aqui é: cada um tem sua experiência, seus aprendizados. Não se compare com os outros.

Percebi que tudo na vida é questão de equilíbrio. A vida não se faz só de festa mas o trabalho excessivo também não é saudável.

Os sentimentos de estar longe de casa já são muitos, não se abale com coisas que não te façam bem. Crie vínculos. Ache um equilíbrio. E se cuide.

Seja feliz!